Claricear é ter o coração aberto,
sem maldades, sem terceiras intenções.
Clara é a manhã de quem ama, não importa o pensamento maldoso
de quem vê o amor como sentimento indelicado.
Clara é a alma de quem afaga,de quem dá colo para a tristeza,
sem pensar que tudo é malvisto como os olhos de um dragão.
E a mágoa fere a vida,sem a claridade rósea da manhã.
O dragão esbraveja maldades esparramando a discórdia,
a dúvida e a insensatez.
A claridade se esconde atrás dos montes.
Mas a alma continua clara, clariceando o breu dos maus pensamentos,
enchendo de ternura o sussurrar do rio, misturado às lágrimas de quem ama.
Quem ama desarvoradamente o brilho dos olhos da criança.
Júlia Carolina da Cunha. 05/04/10
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Desengano
Pensei caminhar em suas pedras,
molhar os pés na água que me aquietava,
brincar de amarelinha na calçada,
enfim, ser criança em seu colo, terra mãe.
Mas o sol não brilhou.
Vi o pedrão sob neblinas como ficou o coração.
Dormi. O sono me levou à tia Elza,
que acalentou a alma ferida.
Não quero mais sonhar com essa terra,
não quero mais me apegar a nada.
"Viver é muito dificultoso".
molhar os pés na água que me aquietava,
brincar de amarelinha na calçada,
enfim, ser criança em seu colo, terra mãe.
Mas o sol não brilhou.
Vi o pedrão sob neblinas como ficou o coração.
Dormi. O sono me levou à tia Elza,
que acalentou a alma ferida.
Não quero mais sonhar com essa terra,
não quero mais me apegar a nada.
"Viver é muito dificultoso".
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